Muita gente testa IA para escrita, se encanta nos primeiros dias e depois abandona porque “ficou tudo com a mesma cara”. O problema não é a ferramenta, é o jeito de usar.

Use IA como Acelerador, Não como Atalho

As melhores experiências que tive com IA na escrita seguem um padrão:

  • Eu entro com a ideia central, o público e o objetivo.
  • Peço ajuda para estruturar, organizar e explorar ângulos.
  • Reescrevo trechos importantes com a minha voz.

Quando eu inverti isso – e pedi para a IA “inventar tudo” – o texto perdeu impacto.

Três Etapas Onde a IA Brilha

1. Geração de ideias e estrutura

Para sair do branco da página, ela ajuda muito:

  • Listar tópicos que não podem faltar.
  • Propor uma ordem lógica para o texto.
  • Sugerir exemplos ou analogias.

2. Expansão de parágrafos

Quando tenho um tópico em uma linha, uso a IA assim:

  • “Transforme este ponto em um parágrafo explicativo, mantendo o tom direto.”
  • “Dê dois exemplos concretos para ilustrar este argumento.”

3. Revisão e clareza

A IA também é ótima para:

  • Enxugar frases enroladas.
  • Ajustar o tom (mais formal, mais leve, mais técnico).
  • Identificar trechos confusos.

Onde Você Não Deve Tercerizar

Algumas coisas não valem ser entregues totalmente à IA:

  • Histórias pessoais e experiências reais.
  • Opiniões, posicionamentos e decisões.
  • Dados críticos, números, citações específicas.

É justamente isso que dá personalidade ao texto – e isso ainda é trabalho seu.

💭 Opinião pessoal: A IA transforma um bom escritor em alguém muito mais produtivo. Mas ela não transforma alguém que não tem nada a dizer em autor de referência.

💡 Conclusão

Se você usa IA para pular o trabalho de pensar, o resultado é morno. Se usa para reduzir o peso operacional (digitar, reescrever, testar variações), consegue escrever mais e melhor – com a sua assinatura em cima.