Não é magia, é especificação. Quase sempre, quando alguém mostra um “resultado incrível” com ChatGPT, o segredo não está no modelo, e sim na clareza do pedido. O tal “prompt engineering” é basicamente aprender a dar contexto de forma inteligente.
Os 4 Elementos de um Bom Prompt
Costumo pensar em quatro blocos:
- 1. Papel: quem o modelo deve “simular” (ex.: professor, revisor, gerente de projeto).
- 2. Objetivo: o que você quer como resultado (ex.: resumo, lista de ideias, roteiro).
- 3. Contexto: para quem é, em qual situação será usado.
- 4. Restrições: tamanho, tom, idioma, formato de saída.
Quando esses blocos estão claros, 80% dos problemas desaparecem.
Exemplo de Prompt Fraco x Prompt Forte
Fraco: “Me ajude com um e-mail para cliente.”
Melhor:
- Explique quem é o cliente.
- Explique o objetivo da mensagem.
- Diga se quer algo mais formal ou mais direto.
- Peça 2 ou 3 versões diferentes.
Iteração: A Parte que Quase Ninguém Usa
Outro erro comum é tratar a primeira resposta como definitiva. O jogo começa de verdade aqui:
- “Reescreva a resposta em um tom mais direto, com frases mais curtas.”
- “Adicione um parágrafo final reforçando o próximo passo.”
- “Resuma isso em 5 bullets para apresentação.”
O modelo funciona melhor quando você conversa em cima do que ele mesmo gerou.
Limites da Engenharia de Prompts
Um prompt excelente não resolve tudo:
- Se o modelo não tem dado atualizado sobre um tema específico, vai inventar.
- Se você não sabe o que quer, nenhum prompt milagroso vai decidir por você.
- Se o assunto exige conhecimento técnico profundo, você continua sendo o responsável por validar.
💡 Conclusão
Se você quer tirar mais do ChatGPT, comece simples: defina o papel, o objetivo, o contexto e o formato de saída. Depois, itere em cima da resposta. Esse ciclo, repetido todos os dias, vale mais do que qualquer lista de prompts prontos.