“Getting Things Done” virou quase uma religião da produtividade, mas a verdade é que muita gente desiste no meio porque tenta implementar a versão perfeita do método logo de cara. Eu também tentei e, claro, falhei.
O Coração do GTD
Por baixo de todas as siglas e diagramas, o GTD se resume a cinco hábitos:
- Capturar: tirar da cabeça tudo o que chama sua atenção.
- Esclarecer: decidir o que cada coisa significa de verdade.
- Organizar: colocar cada item no lugar certo.
- Revisar: olhar o sistema com frequência.
- Executar: escolher o que fazer com confiança.
Começando do Jeito Mais Simples Possível
Se eu estivesse começando hoje, faria assim:
- Criaria uma caixa de entrada única (física ou digital).
- Anotaria ali tudo o que me preocupa ou exige ação.
- Reservaria 30 minutos por dia para “esvaziar” essa caixa, decidindo o próximo passo de cada item.
Sem dezenas de listas, sem tags complexas, sem app caro.
Listas Essenciais
Depois que a base está funcionando, vale ter ao menos:
- Próximas ações: coisas que você pode fazer em um passo.
- Projetos: tudo que exige mais de uma ação.
- Aguardando: coisas nas mãos de outras pessoas.
- Algum dia / talvez: ideias que você não quer perder, mas também não quer ver todo dia.
O Ponto Fraco: Revisão Semanal
Quase todo mundo escorrega na revisão semanal, que é justamente o que mantém o sistema confiável. O mínimo viável:
- Revisar projetos em andamento.
- Limpar a caixa de entrada principal.
- Atualizar próximas ações.
💡 Conclusão
Antes de buscar o “setup perfeito de GTD no app X”, garanta que você está capturando tudo, decidindo próximos passos e revisando com frequência. O resto é refinamento.