Se você só escreve “logo minimalista azul” no Midjourney, não é culpa do modelo se o resultado parece igual a todos os outros. Aprender a pedir bem é metade do jogo.

1. Comece pela Função da Imagem

Antes de pensar em estilo, pergunte:

  • Onde essa imagem vai ser usada? (site, slide, thumbnail, rede social)
  • Ela precisa ser mais informativa ou mais estética?
  • Ela tem que chamar atenção ou ser discreta?

Isso muda completamente o tipo de prompt que faz sentido.

2. Componentes Básicos de um Bom Prompt

Costumo estruturar assim:

  • Assunto principal: o que precisa aparecer, sem rodeio.
  • Estilo: minimalista, ilustração flat, 3D suave, aquarela etc.
  • Ambiente / contexto: fundo, cenário, clima.
  • Cores dominantes: paleta principal, não lista de 15 cores.
  • Enquadramento: close-up, vista aérea, centrar objeto etc.

Quanto mais claro você é nesses pontos, menos aleatório é o resultado.

3. Iterar é Parte do Processo

Quase nenhuma imagem sai perfeita no primeiro prompt. Então já entro esperando o seguinte fluxo:

  1. Primeiro prompt mais geral, para ver a direção.
  2. Segundo prompt ajustando o que saiu errado (cores, estilo, nível de detalhe).
  3. Variações em cima da melhor imagem para refinar.

4. Limites e Cuidados

Mesmo com prompts perfeitos, o Midjourney ainda tem limites:

  • Nem sempre respeita texto em imagens (títulos, logos, fontes específicas).
  • Pode se aproximar demais de estilos de artistas conhecidos, o que exige cuidado ético e jurídico.
  • Gera imagens bonitas, mas nem sempre úteis para materiais mais técnicos.

💭 Opinião pessoal: A melhor forma de “aprender prompt” é salvar seus próprios prompts que deram certo e ir reciclando, em vez de colecionar listas gigantes prontas da internet.

💡 Conclusão

Trate o Midjourney como um ilustrador extremamente rápido, mas que só entende o que você fala em texto. Se você é vago, ele também é. Se você é específico, o resultado melhora muito.