Minimalismo digital não é jogar o celular fora e virar ermitão. É parar de deixar notificações, apps e feeds decidirem o seu dia. Eu cheguei nesse assunto depois de perceber que estava sempre “ocupado”, mas raramente satisfeito com o que tinha feito.
Começa com um Inventário Honesto
Primeiro passo que fiz – e recomendo – é simples e incômodo:
- Listar os apps que você abre todo dia.
- Olhar o tempo de uso de tela da última semana.
- Marcar o que realmente é trabalho e o que é pura distração.
Só esse exercício já muda a percepção.
Cortar o Excesso sem Radicalizar
Não precisei deletar tudo. Fiz assim:
- Removi apps redundantes (dois mensageiros para a mesma coisa, três blocos de notas, etc.).
- Desativei quase todas as notificações, deixando só o essencial.
- Tirei atalhos de apps de distração da tela inicial.
Definir Espaços Claros
Outra coisa que ajudou muito foi separar mentalmente:
- Dispositivos para produzir: onde foco é trabalhar, criar, estudar.
- Dispositivos para consumir: onde aceito ver vídeos, redes e etc.
Mesmo que fisicamente seja o mesmo aparelho, a forma como você configura conta muito.
Rotinas de Limpeza Digital
Um pouco de manutenção frequente evita acúmulo:
- Apagar apps não usados a cada mês.
- Rever assinaturas pagas a cada trimestre.
- Limpar newsletters que você nunca abre.
💡 Conclusão
Em vez de tentar virar minimalista da noite para o dia, comece cortando 10% do ruído: algumas notificações, alguns apps, alguns e-mails. O ganho de foco é desproporcional ao esforço.